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  Última atualização   11 de dezembro de 2019 | 08:24:57
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Seminário debate desafios para a população negra em Poços de Caldas


Incluída em: 21/10/2019 | 15:27


 

Durante todo o sábado (19), educadores, estudantes, militantes do movimento negro e convidados participaram do I Seminário “Negro, Cultura e Resistência: os desafios para a população negra atual”, na Superintendência Regional de Ensino de Poços de Caldas. O evento é uma realização da Autarquia Municipal de Ensino, em parceria com a SRE, Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial e Étnica (COMPIRÉ), Chico Rei Clube e Coletivo Negro de Poços de Caldas.

“Não é ‘mimimi’ o que passa o povo negro nesse país. Temos que recorrer ao passado, ressaltar a nossa ancestralidade para que o jovem negro conheça a nossa história e as crianças negras tenham orgulho de nossos heróis”, destacou a diretora da Autarquia Municipal de Ensino, Nanci de Moraes, durante a abertura do evento. “Atrás da Nanci tem a mãe da Nanci, uma mulher negra lutadora, tem a avó da Nanci, que lavava roupa por dúzia, tem a bisavó, a tataravó, toda uma gama de mulheres fortes, honestas e trabalhadoras. Tenho muito orgulho de ser essa mulher negra que sou porque atrás dessa mulher tem outras mulheres muito importantes. E à frente dessa mulher negra que sou outras mulheres virão”, completou.

Sempre com Maria Augusta Clementino no atabaque, o seminário antecipou as reflexões que ocorrem no mês de novembro, quando é celebrado o Dia da Consciência Negra, partindo do diálogo sobre a vivência negra enquanto cultura, arte e religiosidade, como forma de resistência em uma sociedade que insiste em margeá-la. Durante todo o dia, personalidades negras de Poços de Caldas e convidadas abordaram questões diversas relacionadas à temática central, em palestras, mesas redondas e oficinas.

O encontro propõe um Brasil de construção e empoderamento histórico social, cultural e político da população negra, visando à discussão sobre a ocupação dos espaços públicos e escolares bem como o enfrentamento dos desafios para a reconstrução de um conhecimento antirracista. “Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista, condenando as práticas racistas diárias”, afirmou Nanci.

“O movimento negro é muito forte desde o início do século passado e estamos aqui para dar continuidade. Enquanto houver racismo precisa haver luta”, ressaltou o professor Lucas Santos. Já o presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial e Étnica (COMPIRÉ), Valdivino Roberto Pereira, falou sobre o racismo estrutural da sociedade brasileira e apresentou dados que refletem esse cenário, especialmente sobre a violência.

A presidente do Chico Rei Clube, Lúcia Vera Lima, resumiu o objetivo do evento “Enquanto lutamos, nós resistimos”, disse. Ela emocionou a todos com a história das bonecas abayomi, seguida de oficina na qual todos os presentes puderam confeccionar a própria boneca. Presente à solenidade de abertura, o vice-prefeito Flávio Faria falou sobre a legitimidade e relevância do evento. Os músicos Fábio Junior Fernandes e Teicianne Miranda de Freitas participaram de roda de conversa sobre a música negra e também fizeram apresentações musicais.

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Secretaria Municipal de Comunicação Social
Prefeitura de Poços de Caldas 

 

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